
Dói sabe, saber que você não se orgulha de mim, ou que não fica feliz quando faço algo bom. Quando consigo algo que lutei tanto pra ter. Eu não estou sendo injusta contigo, estou sendo realista. Me diga eu te amo a noite porra, me dê um beijo na testa, demonstre o que sente. Demonstra que me ama, que se acontecer algo comigo você irá cuidar de mim. Me conte histórias de quando eu era bebê, das palhaçadas que tu fazia pra mim sorrir, conte como foi quando eu nasci. Me conte como foi passar horas e horas me olhando dormir, ou então como foi quando disse minhas primeiras palavras, quando disse “papai”. Me conte como foi acordar com o meu choro, me conte como é sentir um abraço apertado de uma criança. Me abrace pai, me abrace agora. Sei que já não tenho tamanho pra isso, mas me abrace, deixa eu me sentir segura. Conte como foi, quando dei meus primeiros passos, quando levantei e sai correndo pra te abraçar. Conte como eu ficava feliz por você ter chegado do trabalho, ou como eu era bravinha, chata, e boba. Como eu chorava por ter caído de bicicleta, e machucado os joelhos. Me conte coisas fúteis. Conte teu amor por mim.
Nenhum comentário:
Postar um comentário